sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Praça da Bandeira

A Praça da Bandeira é a principal Praça de Curralinho-Costa Sul da Ilha de Marajó-Pará-Brasil, onde as pessoas se reúnem pela manhã, tarde ou noite para bater papo ou simplesmente aproveitar a brisa campestre. Fica em frente o Hidroviário Municipal "João de Castro Freitas" e segue a Avenida principal Jarbas Passarinho.

A Praça da Bandeira era também conhecida como Praça do Relógio, devido terem posto um relógio em um mastro que tinha uns 10 metros de altura e na década de 90 foi substituído por Praça da bandeira onde era hasteada as bandeiras todas as manhãs e recolhidas a tarde.

terça-feira, 25 de março de 2014

Pastor Presidente João Bothebol Miranda e sua esposa Janae

O Pastor Presidente da IEAD em Curralinho-Costa Sul da Ilha de Marajó e sua esposa Janae Miranda, foram designados no dia 23/03/2014 pela Convenção Estadual para o Campo Assembleiano do Municipio de Bagre, esse Casal Servos do Deus Altissimo, pastorearam por mais de 13 anos o Campo Assembleiano Curralinhense onde desenvolveram a OBRA do SENHOR de forma honrosa e divina, anunciando o Evangelho Cristocentrico e na preservação da Doutrina Biblica Pentecostal Assembleiana trazida por Gunnar Vingren e Daniel Berg. O Casal possui 3 filhos: Joás Melo Miranda casado com Lidiane Araujo, pais de Mateus. Joelson Melo Miranda casado com Benedita Miranda, pais de Isabella. Josete Melo Miranda Matos, casada com Alderlan Nunes de Matos, pais de Ayumi Nancy Nunes Miranda.
O Casal de Pastores, deixam na Historia das Assembléias de Deus em Curralinho marcas de  relevantes trabalhos Missionarios-Evangelisticos, assim como, foram o Casal de pastores que mais tempo estiveram desde a sua fundação no referido Campo.  O Casal de Pastores são guardiaes da Doutrina Biblica, Exégetica, Historica e Dogmática dos Principios Doutrinarios das Assembleias de Deus, isso os torna exemplos para suas OVELHAS que  estão aguardando o Arrebatamento da Igreja. E tenho certeza de que onde estão, que é Municipio de Bagre, continuarão a ANUNCIAR o Evangelho da Salvação  e assim ganhando almas para o Reino dos Céus. Continarão a SER BENÇÃO para HONRA e GLÓRIA do NOME do ETERNO JESUS CRISTO. AMÉM...

sábado, 1 de março de 2014

A MALOCA

A Maloca é um lugar especial em Curralinho-Costa sul da Ilha de Marajó-Pará, onde encontra-se comidas tipicas e sucos regionais. Um lugar que encanta a vista. Situada ás margens do Rio Pará, pertence á Senhora Edione Fonseca. Ladeadas de açaizeiros onde cantam os passarinhos para os visitantes saudando-os com alegria.Curralinho é um lugar maravilhoso para se descansar nos finais de semanas ou nas férias de julho.A Maloca com sua beleza natural transcende a bucólica natureza de um lugar onde o ar puro ainda é real assim como a brisa do maritima.Curralinho, lugar de encantos mil. Uma cidade ribeirinha onde seus habitantes são hospitaleiros, amigos, receptivos, acolhedores.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Vila Eduardo Rezende

Planta Original do Prédio "Vila Eduardo Resende" foi reformado pelo Prefeito Álvaro Aires da Costa,  passou ser o Centro Cultural e a Biblioteca Municipal. Atualmente a Prefeitura Municipal de Curralinho e a Biblioteca Municipal. A "Vila Eduardo Rezende", foi construida pelo Seringalista Eduardo Antonio Rezende, nos tempos áureos da borracha, sendo que Curralinho foi o oitavo produtor do látex branco.Também foi Eduardo Antonio Rezende quem trouxe os primeiros escravos para esta localidade com objetivo de trabalharem na extração da borracha na localidade denominada Povoação, no Rio Mutuacá.E assim sendo, foram os negros quem criaram a PRIMEIRA BANDA DE MÚSICA pelos idos dos anos 1879. O Prédio "Vila Eduardo Rezende" com sua reforma perdeu a sua originalidade Neo-Classica.Em 2011 no quebra-quebra da destruição do Patrimonio Público, suas janelas foram destruidas e depois reformadas. Uma das figuras que muito lutou para o Tombamento como Patrimonio Culural Municipal foi o Antonio Luis Pereira Dantas. E seu tombamento aconteceu. Lamentávelmente, esse Tombamento ficou somente no papel.somente a Historia retrata a sua grandiosidade e sua importancia no periodo da borracha.

domingo, 20 de janeiro de 2013

A importancia da Biblioteca ( Livros)


Estou organizando a minha Biblioteca Comunitária -  PROJETO PROCINS -Projeto Robert Cézar Imbert  Nunes e Silva – A Vida pela Vida – O ser humano possui muitas qualidades entre as quais é o discernimento ou a percepção. Sem isso não temos visão do que somos, de onde viemos e para onde vamos. Eis porque a maioria dos politicos se perdem na sua  imensidão platônica. Discernir é a LEITURA das coisas por nossa MENTE. Quanto mais uma pessoa é estudada, viajada (virtual ou não) e desenvolvida, mais aguçada é sua capacidade de enxergar e compreender TUDO o que está acontecendo. O livro é um companheiro do ser humano que está embuído de que através da leitura aprenderá muitas coisas úteis para a sua vida. O livro é um mensageiro. O livro é uma obra de arte. A leitura educa-nos. Estou ampliando a minha biblioteca gradativamente, até mesmo porque livro custa cara, mas é investimento. E aqui faço um apelo a quem vier ler este texto, que se quiserem doar livros para o Projeto Procins, meu celular é (+55  91) 9210-9791 e meu email nancy.nunes@hotmail.com

domingo, 6 de janeiro de 2013

Mesa Diretora da Câmara Municipal de Curralinho-2013-2014


No dia 01 de janeiro de 2013 tomou posse a Cãmara Municipal de Curralinho e a Mesa Diretora foi formada pelos Vereadores: Antonio amoroso (Presidente), Jhennifer Nathallie (Primeira Secretária) e Josivaldo Batista (Segundo Secretário). Jovens Vereadores que estão iniciando suas carreiras politicas, nascidos e criados em Curralinho. Filhos de Pais Curralinhenses, trabalhadores, honestos e novas luzes se reacendem no cenário Politico Municipal.Acredita-se que, uma Historia inicia com esse mandato, onde todos são filhos natos do Municipio.Ultimamente, o Municpio de Curralinho vem sendo focalizado na mídia como um dos piores do Brasil, mas a mídia não esteve no municipio e nem entrevistou pessoas que moram no Municipío e sim pessoas que passam anos e anos sem irem ao Municipio.talvez pelo fato, da mídia ser afoita demais para anunciar suas matérias.

Vereadores Curralinhenses para o Pleito:2013-2016 e suas Funções e Atribuições


No pleito de 2013-1016 foram eleitos para a Câmara Municipal de Curralinho: Jair Reis, Antonio Amoroso, Jheniffer Nathallie, Valério Martins, Mozaniel  Vieira, Cândido Andrade, Josivaldo Batista, Manoel Portuga, Doca, Walter Oeiras e Estela Mendes. Basicamente as funções e atribuições dos Vereadores estão expressas na Constituição Federal (Artigos. 29 e 29/A e 46), na Lei Orgânica do Município e no Regimento Interno da Câmara Municipal. O Vereador é membro do Poder Legislativo, eleito pelo povo, tendo como funções LEGISLAR, ou seja, CRIAR LEIS que tornem a sociedade mais justa e humana. A fiscalização financeira e da Execução Orçamentária, mantendo o Controle Externo do Poder Executivo Municipal, e ainda, o julgamento das contas apresentadas pelo Prefeito e praticando Atos de Administração Interna.
No dia da posse, eles juram cumprir a Constituição Federal, a Constituição Estadual e a Lei Orgânica Municipal (a Lei maior do Município), observar as leis, desempenhar o mandato e trabalhar pelo progresso do Município e o bem estar de seu povo. 
Além das Funções e Atribuições  o VEREADOR ainda exerce atividades tais como:
Atividade Plenária: é a ação do VEREADOR nas votações e discussões em Plenário, onde são travados os grandes debates. É ali também que eles se posicionam politicamente, através de pronunciamentos. Vota os projetos de lei e defende suas propostas.
Ação Partidária: cada Vereador é eleito por um partido. Por isso mesmo tem que se manter em sintonia com seus dirigentes, lideranças e correligionários. Reuniões de bancada, de diretório e mesmo de discussão de estratégias exigem muito do parlamentar.
Atividade de Gabinete: cada VEREADOR integra uma ou mais comissões permanentes da Casa, onde são apreciados os projetos específicos da área a que se dedica essa comissão. Existem também comissões temporárias, criadas para assuntos específicos, com prazo previsto de atuação, por exemplo: as Comissões Parlamentares de Inquérito.
Elo com o Governo: o VEREADOR é quem cuida do relacionamento com suas base -  da sua região – com o governo, reivindicando melhorias, encaminhando soluções, elaborando e acompanhando projetos. Ele é o elo de ligação do governo com o povo.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Posse dos Novos Gestores Curralinhense

No dia 01 de janeiro de 2013, tomou posse  o décimo sétimo Prefeito Eleito pelo voto direto, Leonardo Arruda e Vice-Prefeito Jonas Reis.
A posse teve um Culto Ecumenico onde estiveram presentas as autoridades civis e eclasiasticas.
Léo Arruda como é conhecido, um jovem sindacalista, filho de sindacalistas que sempre lutaram em prol do desenvolvimento curralinhense.Jovem simples, humilde, trabalhador, pai, esposo, amigo, honesto, compromissado com a causa do povo. 
Jonas Reis, seu Vice-Prefeito, jovem, empresário, simples, trabalhador, honesto, comprometido com a causa do povo,filho de pessoas trabalhadoras, que também sempre abraçaram a causa do povo.Uniram-se e ao tomarem posse ressaltaram os desafios que terão de enfrentar , mas com p Poder de Deus e a força de vontade de cada um, lutarão para resgatarem a auto-estima do povo curralinhense.

Exposição do Meu Livro: Lendas e Mitos: navegando por rios e florestas de Curralinho


A Escola Estadual "Manoel da Vera Cruz Sá" , tendo como Gestora a Professora Deuzilene da Cruz Miranda realizou no mes de novembro de 2012 o primeiro SARAU onde contou com a participação do Poeta Popular Antonio Juracy Siqueira, o Boto.
 E na exposição da Biblioteca Municipal entre outras obras, estava o meu livro recém-lançado "Lendas e Mitos: viajando por rios e florestas de Curralinho".
Curralinho, municipio localizado á Costa Sul da Ilha de Marajó se observarmos no nosso dia-a-dia veremos que possuimos mais de 70% de cultura indigena.Portanto, somos frutos da trilogia branco+negro +indio sobresssaindo em nós o indigena.É isso que faz do CURRALINHENSE um forte!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Os Povos da Ilha de Marajó

Os primeiros habitantes da Ilha de Marajó em tempos Pré-Colombianos eram nômades. Viviam em grupos caçadores-coletores que exploravam os recursos naturais de uma determinada região e quando estes escasseavam se mudavam para outras áreas mais ricas em caça e pescas, isto ocorreu entre 3.000 a 12.000 mil anos atrás. Segundo o Pesquisador Mário Ferreira Simões a ocupação da Ilha de Marajó, em tempos Pré-Colombianos foi efetuada por sucessivos grupos indígenas; estudos porém, com base em estratigrafia arqueológica, definiram 5 fases ceramistas para a Ilha:
1ª Fase Ananatuba ( 980 +-200 a.C.);
2ª Fase Mangueiras ( contemporânea da fase anterior a partir do terço final da duração desta fase. 3ª Fase Formiga (100 a 400 a. C.); 4ª Fase Marajoara ( 480 ± 200 a.C. ; 580 ± 200 a.C. e 690 ± 200 a. C.); 5ª Fase Aruã a partir dos anos 1101 - Século XII d.C. e ano 1701 - Século XVIII d.C.

Segundos pesquisadores, a partir do final desse período –entre 2.000 e 3.100 anos atrás -, a Ilha de Marajó e as regiões próximas passaram por vários episódios de ocupação humana mais estável, que deixaram vestígios de singulares culturas pré-históricas.
A Ilha de Marajó passou por sucessivas fases de ocupação entre os anos 800 a.C. e 400 d.C. Algumas foram resultados da expulsão dos sucessores, outras em convivências conflituosas e outras teriam assimilado as comunidades existentes e suas culturas.
Por volta do ano 400 d.C. alguns povos andinos se estabeleceram nas terras próximas ao estuário e na Ilha de Marajó. Começou então, o domínio da Cultura Marajoara. Os marajoaras logo ocuparam uma grande parte da Ilha.Esses povos praticavam uma agricultura tecnicamente avançada para a época e construíram edificações de pedra, entre as quais se destacavam as grandes necrópoles elevadas, hoje chamamos de tesos.
A Cerâmica Marajoara com uma técnica muito bem elaborada utilizava para a fabricação de objetos utilitários como recolher água e o armazenamento de alimentos, além de urnas funerárias antropomorfas e objetos de adorno ou de culto, como estatuetas e figuras zoomorfas.
No entanto, a Cultura marajoara teve um processo de declínio, o que pode ser observado através da menor complexidade das construções e da cerâmica que realizaram durante o final do seu período de ocupação, e, por volta do ano 1350 d.C., desapareceu devido a uma nova etapa de ocupação desencadeada pelos aruans.
Os Aruãs guerrearam com os Marajoaras até expulsá-los ou absorver o resto da sua cultura, conseguindo permanecer na Ilha até a chegada dos europeus.
Referencia Bibliográfica: A Grande Aventura de Cousteau.Volume 28-Ediciones Altaya S.A- 1997- Barcelona Espanha - Págs: 30-31

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Cerâmica-Cultura Material do Antigos Marajoaras

Os Antigos Marajoaras possuíam toda uma estrutura relacionada ao mítico ritualista ligada à vida pós-morte.

Segundo Denise Schaan (2004) havia Plataformas de Terras ou Tesos das elites onde as urnas funerárias eram colocadas dentro de uma casa ou templo.Somente o bojo das urnas eram enterradas no interior da moradia de forma que sua boca, fechada por uma tigela ou prato invertido tudo de cerâmica, ficasse na altura da superfície. Dessa forma havia contato constante com os restos mortais dos ancestrais, o que sugere a existência de rituais periódicos durante os quais retiravam e limpavam os ossos para depois recolocá-los na urna ( Ver Morales Chocano 2000).

Em suas Pesquisas Arqueológicas na Ilha de Marajó, a Dra. Denise Schaan diz que foram encontradas junto a essas urnas fogões de argila (barro), e junto das urnas havia pequenas tigelas decoradas que devem ter contido oferendas, provavelmente alimentos. Estas práticas indicam uma relação muito próxima com os antepassados marajoaras e uma preocupação em reforçar os laços entre os antepassados e os locais de moradia ( McAnany 1995).

A Iconografia das urnas Funerárias de Cerâmica encontrada pela Pesquisadora é comum as representações humanas e animais, com vários estilos: como urnas antropomórficas, com olhos e bocas humanas e com predominância de motivos estilizados de animais.

As urnas funerárias diferenciam-se pela técnica decorativa, como: 1) Policrômicas em que os motivos decorativos em preto e vermelho sobre um engobo branco e 2) Bicrônicas, os motivos decorativos pintado em branco com o engobo vermelho. Há uma diversidade de técnicas decorativas nas cerâmicas encontradas pela Pesquisadora na Ilha de Marajó, isto quer dizer, que sempre houve uma distribuição geográfica bem relativa dentro do domínio da Cultura marajoara. E talvez, a Cerâmica fosse a Cultura material que diferenciava os Grupos sociais uns dos outros.

As Plataformas de Terra ou Tesos Marajoara

No município de Curralinho, Costa Sul da Ilha de Marajó, existem aproximadamente uns 3 ou 4 plataformas de terras ou tesos tanto no rio Piriá quanto no rio Canaticu.

As plataformas de terras ou tesos na Ilha de Marajó foram construídas pelos Antigos Marajoaras e sempre são encontradas nas cabeceiras dos rios que drenavam os campos alagáveis da Ilha. Em cada grupo de plataformas de terras ou tesos existem alguns que contém sepultamentos e abundantes fragmentos de cerâmica decorada, partes de vasilhas e objetos rituais utilizados em festas (Denise Schaan, 1998).

Segundo Denise Schaan em suas Pesquisas Arqueológicas na Ilha de Marajó, no grupo de 34 tesos localizados ao longo do rio Camutins( rio localizado ás margens do Igarapé dos Camutins, um tributário da margem direita do Alto rio Anajás) foram encontrados 06 tesos, que devem ter sido ocupados pela elite, onde se encontra toda uma estrutura doméstica e funerárias, com cerâmica decorada e outros objetos de rituais e míticos (Denise Schaan, 2004) .

Os demais tesos são bem menores em volume e neles praticamente não se encontra cerâmica decorada; por esta razão acredita-se que eram habitados por pessoas comuns, diferente dos tesos onde viviam as elites dos Cacicados Marajoaras.

O Povo Marajoara, como dizia Euclides da Cunha aos sertanejos: “È um forte!”. Pois vivem no “sertão das águas”. Resistente ás agruras da vida. Seja de onde for ou de Curralinho ou de Soure ou Melgaço ou Bagre. Todos possuem o sangue dos guerreiros de outrora. Sempre construindo plataformas ou tesos na vida para sua sobrevivência em meio um capitalismo medíocre e dominador.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Como nasceu a Arte Marajoara

As sociedades regionais emergiram na Ilha de Marajó por volta do ano 400 d.C. sob uma hierarquia, cujos chefes tinham o controle, isto é, uma forma de organização social sendo legitimada através de rituais, durante o qual um xamã construiu uma ponte entre o mundo comum e o mundo dos espíritos e dos antepassados. Sobre essa ponte, símbolos e imagens concedidas durante os transes alucinógenos foram transportados e, assim, nasceu a Arte Marajoara (Denise Schaan, 2004).

Os significados compartilhados foram transformados em projeto Visuais que se assemelham a labirintos, espirais, círculos, retângulos, tridentes e faces.com temas relacionados a fauna local. Os desenhos da cerâmica composta por uma linguagem iconográfica, onde seres míticos foram descritos em uma lógica, coerente, harmonioso e forma, ultrapassando as técnicas, formas e superfícies.(Denise Schaan, 2004).

A experiência coletiva legitimada uma ARTE que foi concebido a partir da necessidade de visualizar e comunicar emoções, sentimentos, a verdade, a tradição, posições sociais e Historia. Como em qualquer sociedade analfabeta, tal ARTE teria a função de gravação e socialização do conhecimento.( Denise Schaan, 2004)

A Sociedade Marajoara e sua Cultura desapareceram durante as primeiras décadas da Dominação Européia, uma vez que os nativos não tinham resistência ás doenças, e sucumbiu ás Guerras e Missionamento Jesuítico. Mas deixaram para trás suas CERÂMICAS e os MONTES onde viviam seus ancestrais, realizadas as suas cerimônias e também enterravam seus mortos. Devido o seu uso da CERÂMICA nos seus rituais funerários, sua ARTE sua ARTE sobreviveu até os dias atuais.(Denise Schaan, 2004).

Não por acaso, a novidade tem sido preservada, pois os veículos são uma cosmologia construída ao longo do tempo circular, o qual, juntamente com os Marajoaras próprios desenhos, ensina-nos que o começo é sempre e inexoravelmente ligado ao fim. Um fim de que nada mais é que outro ponto de partida. (Denise Schaan, 2004)

A Ilha de Marajó- Beleza Impar

A Ilha de Marajó é a maior ilha fluvio-marítima do mundo. Localizada na foz do rio Amazonas, segundo a Associação dos Municipios do Arquipelago do marajó (AMAM) possui 16 municípios, sendo: Afuá, Anajás, Bagre, Breves, Chaves, Curralinho, Cachoeira do Arari, Gurupá, Muaná, Melgaço, Portel,Ponta de Pedras, São Sebastião da Boa Vista, Santa Cruz do Arari, Soure, Salvaterra, distribuídos desordenadamente em seus 50 mil kilometros quadrados aproximadamente.

A Ilha de Marajó não possui nenhum município que possa se dizer que é sua CAPITAL. Não existe ISSO, de este ou aquele município ser sua CAPITAL. Pois todos os municípios são importantes para a exaltação de sua esplendorosa beleza natural. O que existe são alguns municípios devido a sua colonização e seus administradores são mais desenvolvidos do que outros.

As pesquisas arqueológicas indicam que a Ilha esteve habitada há pelo menos, 3.500 anos. Durante os primeiros 1500 anos, o registro arqueológico indica a existência de pequenas vilas, de, no máximo 150 m2, ocupando diversos ecossistemas: campos e altos, floresta inundada e de terra firme, galerias de florestas ao longo dos rios e zona intermediária entre campo e floresta. E aquelas populações viviam da caça, pesca e coleta e provavelmente da cultura da mandioca, assim como da cerâmica (Denise Schaan,2007).

Por volta do ano 400 d.C., começam a surgir sociedades organizadas de forma regional (...). durante os 1500 anos que precederam a emergência de sociedades complexas, os “povos da floresta tropical( Meggers& Evans, 1957) sofreram com o clima implacável da Ilha (...). O maior problema dos povos nativos marajoaras foi a água que tudo inunda e depois desaparece.( Denise Schaan, 2004).

Da cooperação entre famílias para implantação de lagos e barragens,ou mesmo controlados por grupos restritos de pessoas que justificavam sua posição dominante com sua relação com antepassados reais e míticos, surgiram assim os diversos “Cacicados” da Ilha de Marajó, que ocuparam por cerca de 900 anos as áreas sazonalmente inundáveis dos campos ( Denesi Schaan 2004).