Maria Nancy Nunes de Matos: Dra. em Teologia Educação Cristã, Doutoranda Ciência da Educação(Paraguai), Mestra Ciências da Educação, Me. Missiologia, Me. Ed. Religiosa, Graduada em História, Esp.Adm Esc. Sup.Orient, Esp. Ed. Infantil e Anos Iniciais, Esp. Neurociencias, Esp. Psico Clinico, Institucional, Esp. Neuropsicopedagogia, Esp. Ed. Esp. Inclusiva, Esp. Ciências Politicas, Esp. História, Pesquisadora. Curralinho: do Sitio Marauarus, o Povoado, a Povoação, a Freguesia, a Vila, o Município
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Praça da Bandeira
terça-feira, 25 de março de 2014
Pastor Presidente João Bothebol Miranda e sua esposa Janae
O Casal de Pastores, deixam na Historia das Assembléias de Deus em Curralinho marcas de relevantes trabalhos Missionarios-Evangelisticos, assim como, foram o Casal de pastores que mais tempo estiveram desde a sua fundação no referido Campo. O Casal de Pastores são guardiaes da Doutrina Biblica, Exégetica, Historica e Dogmática dos Principios Doutrinarios das Assembleias de Deus, isso os torna exemplos para suas OVELHAS que estão aguardando o Arrebatamento da Igreja. E tenho certeza de que onde estão, que é Municipio de Bagre, continuarão a ANUNCIAR o Evangelho da Salvação e assim ganhando almas para o Reino dos Céus. Continarão a SER BENÇÃO para HONRA e GLÓRIA do NOME do ETERNO JESUS CRISTO. AMÉM...
sábado, 1 de março de 2014
A MALOCA
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Vila Eduardo Rezende
domingo, 20 de janeiro de 2013
A importancia da Biblioteca ( Livros)
domingo, 6 de janeiro de 2013
Mesa Diretora da Câmara Municipal de Curralinho-2013-2014
No dia 01 de janeiro de 2013 tomou posse a Cãmara Municipal de Curralinho e a Mesa Diretora foi formada pelos Vereadores: Antonio amoroso (Presidente), Jhennifer Nathallie (Primeira Secretária) e Josivaldo Batista (Segundo Secretário). Jovens Vereadores que estão iniciando suas carreiras politicas, nascidos e criados em Curralinho. Filhos de Pais Curralinhenses, trabalhadores, honestos e novas luzes se reacendem no cenário Politico Municipal.Acredita-se que, uma Historia inicia com esse mandato, onde todos são filhos natos do Municipio.Ultimamente, o Municpio de Curralinho vem sendo focalizado na mídia como um dos piores do Brasil, mas a mídia não esteve no municipio e nem entrevistou pessoas que moram no Municipío e sim pessoas que passam anos e anos sem irem ao Municipio.talvez pelo fato, da mídia ser afoita demais para anunciar suas matérias.
Vereadores Curralinhenses para o Pleito:2013-2016 e suas Funções e Atribuições
sábado, 5 de janeiro de 2013
Posse dos Novos Gestores Curralinhense
A posse teve um Culto Ecumenico onde estiveram presentas as autoridades civis e eclasiasticas.
Léo Arruda como é conhecido, um jovem sindacalista, filho de sindacalistas que sempre lutaram em prol do desenvolvimento curralinhense.Jovem simples, humilde, trabalhador, pai, esposo, amigo, honesto, compromissado com a causa do povo.
Jonas Reis, seu Vice-Prefeito, jovem, empresário, simples, trabalhador, honesto, comprometido com a causa do povo,filho de pessoas trabalhadoras, que também sempre abraçaram a causa do povo.Uniram-se e ao tomarem posse ressaltaram os desafios que terão de enfrentar , mas com p Poder de Deus e a força de vontade de cada um, lutarão para resgatarem a auto-estima do povo curralinhense.
Exposição do Meu Livro: Lendas e Mitos: navegando por rios e florestas de Curralinho
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Os Povos da Ilha de Marajó
1ª Fase Ananatuba ( 980 +-200 a.C.);
2ª Fase Mangueiras ( contemporânea da fase anterior a partir do terço final da duração desta fase. 3ª Fase Formiga (100 a 400 a. C.); 4ª Fase Marajoara ( 480 ± 200 a.C. ; 580 ± 200 a.C. e 690 ± 200 a. C.); 5ª Fase Aruã a partir dos anos 1101 - Século XII d.C. e ano 1701 - Século XVIII d.C.
Segundos pesquisadores, a partir do final desse período –entre 2.000 e 3.100 anos atrás -, a Ilha de Marajó e as regiões próximas passaram por vários episódios de ocupação humana mais estável, que deixaram vestígios de singulares culturas pré-históricas.
A Ilha de Marajó passou por sucessivas fases de ocupação entre os anos 800 a.C. e 400 d.C. Algumas foram resultados da expulsão dos sucessores, outras em convivências conflituosas e outras teriam assimilado as comunidades existentes e suas culturas.
Por volta do ano 400 d.C. alguns povos andinos se estabeleceram nas terras próximas ao estuário e na Ilha de Marajó. Começou então, o domínio da Cultura Marajoara. Os marajoaras logo ocuparam uma grande parte da Ilha.Esses povos praticavam uma agricultura tecnicamente avançada para a época e construíram edificações de pedra, entre as quais se destacavam as grandes necrópoles elevadas, hoje chamamos de tesos.
A Cerâmica Marajoara com uma técnica muito bem elaborada utilizava para a fabricação de objetos utilitários como recolher água e o armazenamento de alimentos, além de urnas funerárias antropomorfas e objetos de adorno ou de culto, como estatuetas e figuras zoomorfas.
No entanto, a Cultura marajoara teve um processo de declínio, o que pode ser observado através da menor complexidade das construções e da cerâmica que realizaram durante o final do seu período de ocupação, e, por volta do ano 1350 d.C., desapareceu devido a uma nova etapa de ocupação desencadeada pelos aruans.
Os Aruãs guerrearam com os Marajoaras até expulsá-los ou absorver o resto da sua cultura, conseguindo permanecer na Ilha até a chegada dos europeus.
Referencia Bibliográfica: A Grande Aventura de Cousteau.Volume 28-Ediciones Altaya S.A- 1997- Barcelona Espanha - Págs: 30-31
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Cerâmica-Cultura Material do Antigos Marajoaras
Os Antigos Marajoaras possuíam toda uma estrutura relacionada ao mítico ritualista ligada à vida pós-morte. Segundo Denise Schaan (2004) havia Plataformas de Terras ou Tesos das elites onde as urnas funerárias eram colocadas dentro de uma casa ou templo.Somente o bojo das urnas eram enterradas no interior da moradia de forma que sua boca, fechada por uma tigela ou prato invertido tudo de cerâmica, ficasse na altura da superfície. Dessa forma havia contato constante com os restos mortais dos ancestrais, o que sugere a existência de rituais periódicos durante os quais retiravam e limpavam os ossos para depois recolocá-los na urna ( Ver Morales Chocano 2000).
Em suas Pesquisas Arqueológicas na Ilha de Marajó, a Dra. Denise Schaan diz que foram encontradas junto a essas urnas fogões de argila (barro), e junto das urnas havia pequenas tigelas decoradas que devem ter contido oferendas, provavelmente alimentos. Estas práticas indicam uma relação muito próxima com os antepassados marajoaras e uma preocupação em reforçar os laços entre os antepassados e os locais de moradia ( McAnany 1995).
A Iconografia das urnas Funerárias de Cerâmica encontrada pela Pesquisadora é comum as representações humanas e animais, com vários estilos: como urnas antropomórficas, com olhos e bocas humanas e com predominância de motivos estilizados de animais.
As urnas funerárias diferenciam-se pela técnica decorativa, como: 1) Policrômicas em que os motivos decorativos em preto e vermelho sobre um engobo branco e 2) Bicrônicas, os motivos decorativos pintado em branco com o engobo vermelho. Há uma diversidade de técnicas decorativas nas cerâmicas encontradas pela Pesquisadora na Ilha de Marajó, isto quer dizer, que sempre houve uma distribuição geográfica bem relativa dentro do domínio da Cultura marajoara. E talvez, a Cerâmica fosse a Cultura material que diferenciava os Grupos sociais uns dos outros.
As Plataformas de Terra ou Tesos Marajoara
No município de Curralinho, Costa Sul da Ilha de Marajó, existem aproximadamente uns 3 ou 4 plataformas de terras ou tesos tanto no rio Piriá quanto no rio Canaticu.
As plataformas de terras ou tesos na Ilha de Marajó foram construídas pelos Antigos Marajoaras e sempre são encontradas nas cabeceiras dos rios que drenavam os campos alagáveis da Ilha. Em cada grupo de plataformas de terras ou tesos existem alguns que contém sepultamentos e abundantes fragmentos de cerâmica decorada, partes de vasilhas e objetos rituais utilizados em festas (Denise Schaan, 1998).
Segundo Denise Schaan em suas Pesquisas Arqueológicas na Ilha de Marajó, no grupo de 34 tesos localizados ao longo do rio Camutins( rio localizado ás margens do Igarapé dos Camutins, um tributário da margem direita do Alto rio Anajás) foram encontrados 06 tesos, que devem ter sido ocupados pela elite, onde se encontra toda uma estrutura doméstica e funerárias, com cerâmica decorada e outros objetos de rituais e míticos (Denise Schaan, 2004) .
Os demais tesos são bem menores em volume e neles praticamente não se encontra cerâmica decorada; por esta razão acredita-se que eram habitados por pessoas comuns, diferente dos tesos onde viviam as elites dos Cacicados Marajoaras.
O Povo Marajoara, como dizia Euclides da Cunha aos sertanejos: “È um forte!”. Pois vivem no “sertão das águas”. Resistente ás agruras da vida. Seja de onde for ou de Curralinho ou de Soure ou Melgaço ou Bagre. Todos possuem o sangue dos guerreiros de outrora. Sempre construindo plataformas ou tesos na vida para sua sobrevivência em meio um capitalismo medíocre e dominador.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Como nasceu a Arte Marajoara
As sociedades regionais emergiram na Ilha de Marajó por volta do ano 400 d.C. sob uma hierarquia, cujos chefes tinham o controle, isto é, uma forma de organização social sendo legitimada através de rituais, durante o qual um xamã construiu uma ponte entre o mundo comum e o mundo dos espíritos e dos antepassados. Sobre essa ponte, símbolos e imagens concedidas durante os transes alucinógenos foram transportados e, assim, nasceu a Arte Marajoara (Denise Schaan, 2004).
Os significados compartilhados foram transformados em projeto Visuais que se assemelham a labirintos, espirais, círculos, retângulos, tridentes e faces.com temas relacionados a fauna local. Os desenhos da cerâmica composta por uma linguagem iconográfica, onde seres míticos foram descritos em uma lógica, coerente, harmonioso e forma, ultrapassando as técnicas, formas e superfícies.(Denise Schaan, 2004).
A experiência coletiva legitimada uma ARTE que foi concebido a partir da necessidade de visualizar e comunicar emoções, sentimentos, a verdade, a tradição, posições sociais e Historia. Como em qualquer sociedade analfabeta, tal ARTE teria a função de gravação e socialização do conhecimento.( Denise Schaan, 2004)
A Sociedade Marajoara e sua Cultura desapareceram durante as primeiras décadas da Dominação Européia, uma vez que os nativos não tinham resistência ás doenças, e sucumbiu ás Guerras e Missionamento Jesuítico. Mas deixaram para trás suas CERÂMICAS e os MONTES onde viviam seus ancestrais, realizadas as suas cerimônias e também enterravam seus mortos. Devido o seu uso da CERÂMICA nos seus rituais funerários, sua ARTE sua ARTE sobreviveu até os dias atuais.(Denise Schaan, 2004).
Não por acaso, a novidade tem sido preservada, pois os veículos são uma cosmologia construída ao longo do tempo circular, o qual, juntamente com os Marajoaras próprios desenhos, ensina-nos que o começo é sempre e inexoravelmente ligado ao fim. Um fim de que nada mais é que outro ponto de partida. (Denise Schaan, 2004)
A Ilha de Marajó- Beleza Impar
A Ilha de Marajó é a maior ilha fluvio-marítima do mundo. Localizada na foz do rio Amazonas, segundo a Associação dos Municipios do Arquipelago do marajó (AMAM) possui 16 municípios, sendo: Afuá, Anajás, Bagre, Breves, Chaves, Curralinho, Cachoeira do Arari, Gurupá, Muaná, Melgaço, Portel,Ponta de Pedras, São Sebastião da Boa Vista, Santa Cruz do Arari, Soure, Salvaterra, distribuídos desordenadamente em seus 50 mil kilometros quadrados aproximadamente.
A Ilha de Marajó não possui nenhum município que possa se dizer que é sua CAPITAL. Não existe ISSO, de este ou aquele município ser sua CAPITAL. Pois todos os municípios são importantes para a exaltação de sua esplendorosa beleza natural. O que existe são alguns municípios devido a sua colonização e seus administradores são mais desenvolvidos do que outros.
As pesquisas arqueológicas indicam que a Ilha esteve habitada há pelo menos, 3.500 anos. Durante os primeiros 1500 anos, o registro arqueológico indica a existência de pequenas vilas, de, no máximo 150 m2, ocupando diversos ecossistemas: campos e altos, floresta inundada e de terra firme, galerias de florestas ao longo dos rios e zona intermediária entre campo e floresta. E aquelas populações viviam da caça, pesca e coleta e provavelmente da cultura da mandioca, assim como da cerâmica (Denise Schaan,2007).
Por volta do ano 400 d.C., começam a surgir sociedades organizadas de forma regional (...). durante os 1500 anos que precederam a emergência de sociedades complexas, os “povos da floresta tropical( Meggers& Evans, 1957) sofreram com o clima implacável da Ilha (...). O maior problema dos povos nativos marajoaras foi a água que tudo inunda e depois desaparece.( Denise Schaan, 2004).
Da cooperação entre famílias para implantação de lagos e barragens,ou mesmo controlados por grupos restritos de pessoas que justificavam sua posição dominante com sua relação com antepassados reais e míticos, surgiram assim os diversos “Cacicados” da Ilha de Marajó, que ocuparam por cerca de 900 anos as áreas sazonalmente inundáveis dos campos ( Denesi Schaan 2004).



