segunda-feira, 4 de julho de 2016

Parabéns, Curralinho!

04 de julho de 2016, a Cidade de Curralinho completa mais um ano desde quando  o avô do Coronel João Antonio Lopes Pereira iniciava sua pequena fazenda denominada de "Sitio Maruarus", e  tornou-se um Povoado, uma Povoação, a Freguesia de São João Batista de Curralinho (1850), a Villa São João Batista de Curralinho (1865) e o Municipio Autônomo de Curralinho (1870),em pleno apogeu da borracha (Belle-Èpoque. Curralinho hoje completa 146 anos de emancipação como Municipio Autônomo. Possui um povo hospitaleiro, humilde, trabalhador, receptivo, guerreiro. Fica localizada ás margens da rio Pará que desemboca na Baia de Curralinho.Sou curralinhense da gema e amo minha terra e meu  povo. Percebo que a cada dia esse povo está buscando melhorias para poder ter uma vida de qualidade em "berço esplendido". Parabéns, Minha Terra Curralinho. Faz 36 anos que dedico minha vida procurando contribuir no desenvolvimento com deste meu torrão, pelo processo educativo. E vejo que Curralinho está tomando novos rumos...Parabéns Curralinho! Parabéns Povo Curralinhense. 

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

A Cerâmica Marajoara

A Cerâmica Marajoara é feita pelos indígenas da Ilha de Marajó, é a mais antiga dentre as artes em cerâmica do Brasil. Muito sofisticadas, as peças em cerâmica marajoara são altamente elaboradas, possuindo variadas técnicas de ornamentação. Dentre a produção, há uma grande diversidade de objetos como vasilhas, brinquedos, urnas funerárias, apitos, chocalhos, estatuetas e até mesmo tangas – ou tapa-sexo. São uma das maiores riquezas da cultura do Norte brasileiro, mundialmente reconhecida. A fase mais estudada e conhecida da produção da cerâmica marajoara compreende os anos entre 600 e 1200 depois de Cristo. Estudos arqueológicos mostram que a região da Ilha de Marajó, a maior ilha fluvial do mundo, localizada no Pará, foi ocupada há cerca de dois mil anos por agricultores e ceramistas oriundos dos Andes. A fase marajoara, marcada pela presença de objetos com acabamento muito detalhado em baixo ou alto-relevo, leva a crer que a região foi ocupada por grupos com razoável grau de organização e diferentes camadas sociais, agrupadas a partir de suas relações e valores culturais. Os índios da Ilha de Marajó utilizavam o barro para confeccionar os objetos utilitários ou decorativos. Visando aumentar a resistência das peças, misturavam o barro com outras substâncias minerais ou vegetais, como pó de pedras ou conchas, cinzas de cascas de árvores ou de ossos e o cauixi (esponja gelatinosa que recobre as raízes submersas de árvores). Os objetos possuíam formas semelhantes ao homem ou eram representações de animais. As peças eram acromáticas, ou seja, não possuíam cor na decoração, ou cromáticas. Nas peças cromáticas, utilizavam o englobe (barro em estado líquido) com pigmentos extraídos de alguns vegetais, como o urucum e o caulim, sendo as cores branca, vermelha e preta as mais utilizadas. A decoração das cerâmicas marajoara era composta por traços gráficos harmoniosos e simétricos, cortes, aplicações, dentre outras técnicas. Depois de prontas, as peças eram queimadas em fogueiras ou buracos e eram finalizadas com breu do Jutaí, material que proporcionava um efeito brilhoso semelhante ao do verniz. Para incentivar o turismo e o comércio local na cidade de Icoaraci, próxima a Belém, diversos artesãos descendentes de índios tentam preservar e manter a tradição marajoara, fabricando réplicas da cerâmica, ajudando, assim, a divulgar os trabalhos indígenas e a preservar um dos maiores patrimônios culturais do Brasil.

Fonte: http://www.hak.com.br/artesanato/ceramica-marajoara-a-riqueza-do-artesanato-da-regiao-norte-do-brasil.

A Arte Marajoara II

    A Cerâmica Marajoara é geralmente caracterizada pelo uso de pintura vermelha ou preta sobre fundo branco. Uma das técnicas mais utilizadas para ornamentação desta cerâmica é a do champlevé ou campo elevado, onde são conseguidos desenhos em relevo por meio de decalque de desenhos sobre uma superfície alisada e escavando em seguida a área sem marcação.Entre os motivos de decoração mais comuns encontrados nesta cerâmica estão animais da fauna amazônica, como serpentes e macacos, a figura humana e figuras antropozoomórficas. Tendo em vista o aumento a sua resistência do produto final eram agregados antiplásticos ou tempero na argila, dentre os quais cinzas de cascalho e de ossos e concha. Antiplástico ou tempero são termos que se utiliza para designar os elementos, como por exemplo, cacos, conchas moídas, cascas de árvores queimadas e piladas, espículas de esponjas, areia, etc. que são acrescentados na argila para torná-la mais resistente evitando que se quebre durante o processo de fabricação de um artefato.Depois de modelada, a peça era pintada, caso o autor o pretendesse, com vários pigmentos, existindo uma abundância de vermelho em todo o  conjunto encontrado, e somente depois cozidas numa fogueira a céu aberto. Após a queima da cerâmica, esta era envernizada, propiciando à peça um aspecto lustroso. São conhecidas cerca de quinze técnicas de acabamento das peças, revelando um dos mais complexos e sofisticados estilos cerâmicos da América Latina pré-colonial. Os artefatos mais elaborados eram destinados ao uso funerário ou ritual. Os artefatos encontrados que demonstram uso cotidiano apresentam decoração menos rebuscada.É dificultado o resgate de peças de Cerâmica Marajoara pelas inundações periódicas e até pelos numerosos roubos e saques do material, frequentemente contrabandeado para território exterior ao brasileiro.

A Arte Marajoara

A Arte Marajoara é um tipo de cerâmica fruto do trabalho das tribos indígenas que habitavam a ilha brasileira de Marajó (Belém, no estado do Pará), na foz do rio Amazonas, durante o período pré-colonial de 400 a 1400 d.C. O período de produção desta cerâmica tão sofisticada esteticamente é chamado de "Fase Marajoara",uma vez que existem sucessivas fases de ocupações na região, cada uma delas com uma cerâmica característica. As fases de ocupação da Ilha de Marajó são: Fase Ananatuba (a mais antiga), a Fase Mangueiras, a Fase Formigas, a Fase Marajoara e a Fase Aruã. Destas cinco fases, a Fase Marajoara é a que apresenta a cerâmica mais elaborada, sendo reconhecida por sua sofisticação.
A Cerâmica Marajoara foi descoberta em 1871 quando dois pesquisadores visitavam a Ilha de Marajó, Charles Frederick Hartt e Domingos Soares Ferreira Penna. Hartt impressionou-se tanto com o que viu que publicou um artigo em uma revista científica, revelando ao mundo a desconhecida Cultura Marajoara.
Alguns arqueólogos encontraram objetos de cerâmica em bom estado de conservação, realizados com destreza, tendo em conta as formas esguias e curvilíneas perfeitamente moldadas, e delicadamente decorados e pintados. Tais objetos pertenceram à chamada "Fase Marajoara", um antigo povo da região amazônica. Através de grandes pesquisas, descobriu-se que os Indios Marajoaras levantavam suas casas sobre morros artificiais chamados de Tesos, construídos para proteger as casas de inundações. Escavando esses morros, os arqueólogos encontraram vasos, vasilhas, urnas, tigelas e outras peças de cerâmica, feitas com argila cozida da região marginal. Os objetos que mais chamaram a atenção foram encontrados em sepulturas.  Museu do Marajó, criada em 1972, em Cachoeira do Arari, pelo Padre Gilvani Gallo, reúne peças de uso cotidiano e de costumes, relacionando-se com o aspecto cívico-religioso da civilização. O Museu foi criado com o intuito de promover e dar a conhecer ao público a cultura e a arte de uma civilização já remota. Os índios do Marajó confeccionavam objetos utilitários, mas também decorativos.   
Entre os vários objetos encontrados pelos pesquisadores encontram-se vasilhas, potes, urnas funerárias, brinquedosestatuetas, vasos, pratos e tangas para cobrir as zonas genitais das jovens, igualmente feitas de cerâmica. A igaçaba, por exemplo, era uma espécie de pote de barro ou uma talha grande para a água, que servia para conservar alimentos e outros. Hoje existem várias cópias das igaçabas de Marajó.
Todos apresentam uma grande diversidade de formas e padrões de decoração, sendo um dos mais conhecidos o das urnas globulares que apresentam decoração pintada e modelada representando figuras antropomorfas (primatas).
Outros tipos de urnas combinam pintura, o uso de incisões e excisões e modelados que representam figuram antropomórficas e zoomórficas. Outros vasos foram decorados com pintura de motivos geométricos, podendo ser citados neste caso formas mais simplificadas como por exemplo as tigelas, e outros apresentando formas mais complexas como vasos de base dupla, urnas funerárias, estatuetas, pratos, tangas e tigelas em pedestais.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

 A Diretora de Ensino Deuzilene Miranda e o Secretário de Educação Marcos Baratinha-SEMED-Curralinho-apresentando o Plano de Ensino 2015, embasado no Modelo de Gestão Organizacional -Metas e Resultados-cujo tema Gerador "Curralinho, rumo aos 150 anos de Municipio Emancipado: Educação, Cultura, dignidade e Sustentabilidade".No primeiro Semestre será trabalhado o Eixo Temático I:Cultura, Educação, Dignidade e Sustentabilidade e no segundo Semestre II: Educação Ambiental, Qualidade de Vida. Havendo culminancia no final de cada Semestre. O Modelo de Gestão Organizacional - Metas e Resultados- o papel do Gestor é articular e organizar politicamente o trabalho em equipe, organizando as equipes, articulando a interação e a participação de todos os segmentos da Escola e comunidade, buscando soluções inovadoras de enfrentamento aos problemas existentes, garantindo a eficacia do sistema de ensino e obter resultados positivos. Sendo medida pela avaliação de resultados e avaliação da satisfação dos segmentos envolvidos.

O Processo Ensino-Aprendizagem na Gestão Organizacional



1- Experiências do Profissional:o profissional pode compreender seus erros e acertos, balizar melhor suas próximas ações e criar estratégias para evitar que estes erros persistam no futuro.
2- Aprendizagem Cultural – Aprendida através da Cultura Organizacional, da Missão e da Ação e dos Valores propostos no Projeto Politico Pedagógico.
3- Aprendizagem com o Líder – Realizada através das lideranças, de seus exemplos e conhecimentos compartilhados com os seus liderados.Existe hierarquia
4- Aprendizagem Prática/Ativa – Aquisição de conhecimentos através da prática efetiva das tarefas e do seu desenvolvimento contínuo.
5- Aprendizagem Sistêmica – Entendimento ampliado de toda Escola e seus processos para desta maneira oferecer soluções para a organização escolar como um todo.
6- Compartilhamento de Informações – Quanto melhor forem distribuídas as informações, maiores serão os conhecimentos sobre os processos internos da Escola o que tornará mais assertiva as ações.
7- Benchmarking – Observar outras Escolas e buscar suas boas práticas aplicadas para aplicar em sua propria escola.O que é bom se copia.Os atores (profissionais antigos+novos) que compõem o ENSINO-APRENDIZAGEM na GESTÃO ORGANIZACIONAL são extremamente importantes, uma vez que, a MISTURA de CONHECIMENTOS é o que possibilita que os profissionais consigam desenvolver-se efetivamente. Para isso, a Gestão destes recursos é essencial para que as informações não se percam e, este capital riquíssimo de conhecimentos possa ser utilizado de maneira assertiva e, adequada às necessidades dos profissionais, líderes e é claro, de toda ESCOLA.

O Desafio do Plano de Ensino - 2015-

Curralinho-Costa Sul da Ilha de Marajó-Pará-Brasil inicia uma nova fase de sua História com a troca do Secretário da Secretaria Municipal de Educação e equipe, ao implantar o PLANO DE ENSINO adotando o Método de Gestão Organizacional -METAS e RESULTADOS. No meu ponto de vista, o maior DESAFIO é FAZER o mesmo funcionar devido o NOVO sempre causar impacto de mentalidades,culturas, costumes, etc...Os principais atores do Plano de Ensno-2015- são a equipe gestora e professores de cada escola, sendo que primeiro precisam  conheçer o Modelo de Gestão Organizacional e depois com segurança e conhecimento possam adaptar o Projeto Politico Pedagógico e assim também o Planejamento dos Conteúdos de cada disciplina na ortopraxia da interdisciplinariedade.Acredito que em Curralinho a maioria dos profissionais da educação são comprometidos com a qualidade individual e coletiva do processor Ensino-Aprendizagem.